A Associação Brasileira de Física Médica (ABFM) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Ana Célia Sobreira, ocorrido em São Paulo no dia 19 de agosto de 2025. Ana Célia foi uma das personalidades mais importantes da Medicina Nuclear no Brasil, reconhecida nacional e internacionalmente por sua dedicação ao setor, especialmente no tema do transporte de materiais nucleares e radioativos.

Criadora da ACERTS Nuclear e grande entusiasta da área, sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da segurança, regulação e logística no campo nuclear, sempre guiada pela visão de ampliar as condições para o desenvolvimento da Medicina Nuclear no Brasil e no mundo.

Sua trajetória deixa um legado de competência, compromisso e inspiração para todos que convivem e atuam nessa área estratégica para a saúde e a ciência.


Homenagem a Ana Célia Sobreira

Em um desses dias nublados, frios e pouco inspiradores do inverno de 2025 despediu-se de nós Ana Célia Sobreira, criadora da ACERTS Nuclear e entusiasta da atividade transporte de materiais nucleares e radioativos. Sua partida foi rápida, sem nos dar tempo de dizer obrigado por tudo que fez e ajudou a fazer no campo da energia nuclear.

Foi na Conferência Internacional de Transporte, organizada pela Agência Internacional de Energia Atômica em 2003 que Ana Célia descobriu o tamanho da luta e também do espaço que há na AIEA e nos estados membros para reduzir as ocorrências do fenômeno intitulado “Recusas e Demoras no Transporte”.

Em 2010 foi o Comitê Brasileiro de Recusas e Demoras tomou forma, sendo o primeiro a ganhar o reconhecimento da AIEA. Estando presente desde a primeira reunião, ela engajou-se permanentemente na tarefa de abrir espaço para a realização das operações de transporte por via aérea, marítima e terrestre. Aprendeu sobre o Código IMDG, sobre o regulamento da AIEA e da OACI (a ANAC Internacional) e se dispôs a estar presente onde quer que houvesse dúvida sobre a necessidade de tornar possível a movimentação daqueles materiais.

Os sucessivos convites da AIEA para que ela participasse de grupos de trabalho e reuniões sobre o tema servem de reconhecimento de sua dedicação e engajamento voluntário.

Aproveitemos então o momento para agradecer o imenso e valoroso trabalho de Ana Célia e desejar a ela o merecido descanso. Ela fará falta, pois a luta continua.

Natanael Carvalho Bruno - CNEN

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